Maquinas 76

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Julho 2008
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  • Rodando por a

    Compactao de sementes

    Transportadores de gros

    Ficha Tcnica - Cotton Blue

    Test Drive - Auto-Guide

    Fora de trao das semeadoras

    Ficha Tcnica - Trator T3025-4

    Avies agrcolas em incndios

    Bioenergia

    Tcnica 4x4

    ndice Nossa Capa

    Charles Echer

    Destaques

    Piloto remotoConhea os resultados do Test Drivecom o Auto-Guide, piloto automticoutilizado em tratores Massey Ferguson

    04

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    34

    Por falta de espao, no publicamos as referncias bibliogrficas citadaspelos autores dos artigos que integram esta edio. Os interessados

    podem solicit-las redao pelo e-mail:[email protected]

    Os artigos em Cultivar no representam nenhum consenso. No esperamos quetodos os leitores simpatizem ou concordem com o que encontrarem aqui. Muitosiro, fatalmente, discordar. Mas todos os colaboradores sero mantidos. Eles foramselecionados entre os melhores do pas em cada rea. Acreditamos que podemosfazer mais pelo entendimento dos assuntos quando expomos diferentes opinies,para que o leitor julgue. No aceitamos a responsabilidade por conceitos emitidosnos artigos. Aceitamos, apenas, a responsabilidade por ter dado aos autores a opor-tunidade de divulgar seus conhecimentos e expressar suas opinies.

    NOSSOS TELEFONESNOSSOS TELEFONESNOSSOS TELEFONESNOSSOS TELEFONESNOSSOS TELEFONES: (53): (53): (53): (53): (53)

    GERAL GERAL GERAL GERAL GERAL3028.20003028.20003028.20003028.20003028.2000 ASSINA ASSINA ASSINA ASSINA ASSINATURASTURASTURASTURASTURAS3028.20703028.20703028.20703028.20703028.2070

    Direo Direo Direo Direo DireoNNNNNewton Pewton Pewton Pewton Pewton PeteretereteretereterSchSchSchSchSchubert K. Pubert K. Pubert K. Pubert K. Pubert K. Peteretereteretereter

    Redao Redao Redao Redao RedaoGilvan QuevedGilvan QuevedGilvan QuevedGilvan QuevedGilvan Quevedooooo

    Reviso Reviso Reviso Reviso RevisoAlinAlinAlinAlinAline Pe Pe Pe Pe Partzsch dartzsch dartzsch dartzsch dartzsch de Alme Alme Alme Alme Almeieieieieidddddaaaaa

    Design Grfico e Diagramao Design Grfico e Diagramao Design Grfico e Diagramao Design Grfico e Diagramao Design Grfico e DiagramaoCristiCristiCristiCristiCristiananananano Ceio Ceio Ceio Ceio Ceiaaaaa

    Coordenao Comercial Coordenao Comercial Coordenao Comercial Coordenao Comercial Coordenao ComercialCharles EchCharles EchCharles EchCharles EchCharles Echererererer

    Comercial Comercial Comercial Comercial ComercialPPPPPedededededrrrrro Batistino Batistino Batistino Batistino BatistinSedSedSedSedSedeli Feijeli Feijeli Feijeli Feijeli Feij

    Assinaturas Assinaturas Assinaturas Assinaturas AssinaturasSimSimSimSimSimononononone Lopese Lopese Lopese Lopese Lopesnnnnngggggela Oliveirela Oliveirela Oliveirela Oliveirela Oliveira Gonalvesa Gonalvesa Gonalvesa Gonalvesa GonalvesTTTTTaiaiaiaiaiananananane Ke Ke Ke Ke Kohn Rodohn Rodohn Rodohn Rodohn Rodriririririguesguesguesguesgues

    Grupo Cultivar de Publicaes Ltda.

    www.revistacultivar.com.br

    Cultivar MquinasEdio N 76

    Ano VIII - Julho 2008ISSN - 1676-0158

    [email protected]

    Assinatura anual (11 edies*): Assinatura anual (11 edies*): Assinatura anual (11 edies*): Assinatura anual (11 edies*): Assinatura anual (11 edies*): R$ 119,00(*10 edies mensais + 1 edio conjunta em Dez/Jan)(*10 edies mensais + 1 edio conjunta em Dez/Jan)(*10 edies mensais + 1 edio conjunta em Dez/Jan)(*10 edies mensais + 1 edio conjunta em Dez/Jan)(*10 edies mensais + 1 edio conjunta em Dez/Jan)

    Nmeros atrasados: R$ 15,00

    Assinatura Internacional:US$ 90,00

    EUROS 80,00

    ArmazenagemA importncia dosequipamentos detransporte de gros

    Ficha TcnicaNesta edio,Cotton Blue 2805 da Montanae trator T3025-4 da Tramontini

    Matria de capa

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    RED RED RED RED REDAOAOAOAOAO3028.20603028.20603028.20603028.20603028.2060 MARKETING MARKETING MARKETING MARKETING MARKETING3028.20653028.20653028.20653028.20653028.2065

    Expedio Expedio Expedio Expedio ExpedioDiDiDiDiDianferson Alvesanferson Alvesanferson Alvesanferson Alvesanferson Alves

    Impresso: Impresso: Impresso: Impresso: Impresso:KKKKKunununununddddde Ine Ine Ine Ine Indstridstridstridstridstrias Grfias Grfias Grfias Grfias Grficas Ltdcas Ltdcas Ltdcas Ltdcas Ltda.a.a.a.a.

  • 04 Julho 08

    Oziel Oliveira

    John DeereJohn DeereJohn DeereJohn DeereJohn DeereO novo trator cafeeiro5425N foi a grandeatrao da John Deere eda Minas Verde durantea Expocaf, em TrsPontas, Minas Gerais. Aexposio foi realizadana Fazenda Experimen-tal da Epamig

    VVVVValtraaltraaltraaltraaltraA Valtra participou da 9Feira de AgronegciosCoopercitrus (Feacoop), naEstao Experimental deCitricultura de Bebedouro,So Paulo. A empresaapresentou toda a linha detratores, colheitadeiras eplantadeiras da marca. Nasdinmicas de campo os pro-dutores puderam conferirtambm as inovaestecnolgicas da Valtra e daChallenger para preparo dosolo e trabalho em culturascomo citrus e cana.

    HortitecHortitecHortitecHortitecHortitecA John Deere participou da 15 Hortitec, a maior feira de horticultura da AmricaLatina, em junho, no municpio de Holambra, So Paulo. A empresa apresentou sualinha de tratores, com destaque para os modelos voltados agricultura familiar.

    YYYYYanmar Agritechanmar Agritechanmar Agritechanmar Agritechanmar AgritechO estande da Yanmar Agritechesteve movimentado durante a15 edio da Hortitec. PedroCazado Lima Filho, gerente dePs-vendas e Marketing, desta-cou a boa participao da marcano segmento produtivo de hor-talias e frutas.

    MasseyMasseyMasseyMasseyMasseyOs motores de todos os tratores e colheitadeiras Massey Ferguson esto aptos afuncionar com biodiesel na proporo de 20% (B20). Desde julho de 2008 a misturaobrigatria de 3% (B3).

    ISO 9001:2000ISO 9001:2000ISO 9001:2000ISO 9001:2000ISO 9001:2000A Trator SoluesAgrcolas, revenda da CaseIH, em Araras, So Paulo,acaba de obter ISO9001:2000. A certificao,que objetiva o Sistema deGesto da Qualidade, foiavaliada pela SGS econcedida pela Ukas, apsum ano de trabalho paraadequao s normas.Cursos, treinamentos epalestras foram realizadosdurante 12 meses parahabilitar os funcionrios arealizarem os oito princpi-os da gesto da qualidadeda ISO: focalizao nocliente, liderana, envolvi-mento das pessoas, abor-dagem por processos, abor-dagem gesto, melhoriacontnua, tomadas dedecises baseadas em fatose relao com fornecedorescom benefcios mtuos.

    Mais AlimentoMais AlimentoMais AlimentoMais AlimentoMais AlimentoNo dia 3 de julho, o

    presidente da RepblicaLuiz Incio Lula da Silvafez a entrega do primeirotrator do programa Mais

    Alimento ao produtorFernando Kubota, de

    Brazlndia Incra (DF). Aprimeira unidade foi um

    trator Agritech 1175,produzido pela Agritech

    Lavrale, tradicionalfabricante de tratores e

    microtratores para aagricultura familiar.Responsabilidade socialResponsabilidade socialResponsabilidade socialResponsabilidade socialResponsabilidade social

    A Tuzzi, fabricante de peas automotivas e agrcolas, com sede em So Joaquim da Barra, SoPaulo, investe em um moderno centro para tratamento dos efluentes de suas quatro unidadesde negcios. A Estao de Tratamento de Efluentes (ETE) da Tuzzi modelo na regio eorgulho para a empresa, que tem conseguido colocar em prtica a minimizao dos impactosambientais atravs de aes como esta. Contri-buir com o meio ambiente no pode ser apenasum discurso. Para a Tuzzi nunca foi. Por isso, ba-talhamos muito para que nossa Estao estivessedevidamente de acordo com a Legislao e entras-se logo em funcionamento, conta Alexandre Tu-zzi, diretor industrial. A empresa acaba de adqui-rir, tambm, mais dois fornos de induo para aunidade de Forjaria. Ambos utilizam energia lim-pa e no causam danos ao meio ambiente.

    TTTTTramontiniramontiniramontiniramontiniramontiniA Tramontini Implementos Agrcolas aposta na expanso e no aumento de produo na tem-porada 2008/2009. Jlio Cercal, gerente comercial da empresa, estima que o Plano Safra MaisAlimentos, lanado pelo governo federal, impulsione entre 50% e 60% as vendas do setor. Afbrica, com sede em Venncio Aires (RS), tem capacidade instalada para produzir aproxima-damente 150 tratores e microtratores por ms. E estamos investindo mais de R$ 3,5 milhespara a duplicao da oferta, assinala. Nos ltimos 12 meses a empresa comercializou mais demil unidades de tratores. Os investimentos para a ampliao, de 5,5 mil para os atuais 8,5 milmetros quadrados, e a projeo de chegarmos a 12 mil metros quadrados no primeiro trimestrede 2009, j estavam ocorrendo antes mesmo do anncio do novo Plano Safra, lembra Cercal.

    AgraleAgraleAgraleAgraleAgraleA Agrale se prepara paraatender ao aumento dademanda que deve ser

    ocasionada pelo novo planode incentivo produo

    agrcola. A montadoraparticipou, em Braslia, dolanamento do programa

    Mais Alimentos, com aexposio de seus tratores na

    Esplanada dos Ministrios.O aumento no limite do

    financiamento vai possibili-tar que uma parcela maior

    dos produtores ruraisadquira o seu primeirotrator, com ganhos de

    produtividade e qualidade. Amecanizao da agriculturafamiliar fundamental para

    que a produo brasileiracresa e acompanhe a

    demanda por alimentos,destaca Hugo Zattera,presidente da Agrale.

    New HollandNew HollandNew HollandNew HollandNew HollandA New Holland tambm

    participa do programaMais Alimentos, com

    cinco modelos de trato-res: TT3840 e TT3840F,de 55cv; TL60E, de 62cv;

    e TL75E e TL3880F, de75cv. Os descontos nego-

    ciados pelos fabricantescom o governo para este

    programa vo at 15%sobre os atuais preos

    mdios das mquinas nomercado.

    Coleta de soloColeta de soloColeta de soloColeta de soloColeta de soloA GeoTecno Solues em Automao Agrcola, sediada em SantaBrbara dOeste, So Paulo, acaba de lanar o Saci, equipamentoque torna o trabalho de coleta das amostras de solo mais rpido ede maior qualidade. Porttil e alimentado por bateria, realiza acoleta com velocidade at dez vezes maior que a do mtodo con-vencional, sem requerer grande esforo do operador. A qualidadeda amostragem tambm superior obtida convencionalmente.A coleta realizada sem contato manual com a amostra, os volu-mes retirados so padronizados e um dispositivo garante a pro-fundidade certa.

  • compactao

    06 Julho 08

    Fotos Haroldo Fernandes

    Oestabelecimento satisfatrio dasplntulas de uma cultura depen-de do ambiente proporcionadopelo solo. Inicialmente deve ser adequado ger-minao da semente, posteriormente possibili-tar a emergncia da plntula e, finalmente, for-necer condies ao desenvolvimento da plan-ta. Isso ocorre quando o solo proporciona umambiente no qual a gua, os nutrientes e o oxi-gnio estaro disponveis satisfatoriamente.

    Durante a regulagem da semeadora, deve-se lembrar que o contato solo-semente fun-damental para a rpida emergncia e o estabe-lecimento de plntulas da cultura, pois propor-ciona um caminho pelo qual a gua e o oxig-nio ficam disponveis semente.

    A carga aplicada sobre o solo por meio de

    rodas compactadoras das semeadoras pode serbenfica germinao e emergncia das pln-tulas. Depender do nvel da presso, do dese-nho da roda, do teor de gua do solo e das con-dies climticas entre o perodo de semeadura

    e emergncia.Importantes componentes das semeadoras

    so as rodas compactadoras e recobridoras queaplicam uma presso lateral e sobre a linha desemeadura e recobrem o sulco melhorando ocontato solo-semente. A leve compresso quedeixa o solo sobre as sementes suficiente, poisbusca minimizar a formao de crostas, facili-tando a emergncia das plntulas. Dentro docontexto apresentado, faz-se necessrio, portan-to, conhecer os efeitos causados pela compac-tao do solo sobre o condicionamento do am-biente ao redor das sementes, visando propor-cionar uma rpida emergncia das plntulas eassegurar uma populao adequada de plantasna rea.

    O condicionamento fsico do solo em tor-no das sementes fundamental para o bomdesenvolvimento inicial das culturas anuais epermite o estabelecimento do estande adequa-do de plantas.

    Estudos esto sendo realizados com objeti-vo de avaliar a relao mquina-solo-planta emensaios de semeadura utilizando rodas compac-tadoras. Algumas culturas, como o milho, sobastante resistentes compactao por essasrodas. Por exemplo, testaram combinaes na

    Clula instalada sobre as rodascompactadoras da semeadora para medir

    a carga aplicada sobre as mesmas

    Detalhe da unidade de semeadura comestrutura adaptada onde foi instalao da

    clula de carga

    Wagner e Haroldo realizaram ensaio paraavaliar os efeitos das diferentes presses dasrodas compactadoras na operao de plantio

    Sob presso

    A criao de um ambiente ideal para a sementegerminar passa pela escolha do modelo certo deroda compactadora e regulagem de pressocorreta na hora do plantio

    A criao de um ambiente ideal para a sementegerminar passa pela escolha do modelo certo deroda compactadora e regulagem de pressocorreta na hora do plantio

    Sob pressoCultivar

  • Molas utilizadas para modificaoda carga nas rodas compactadorasda semeadora-adubadora

    Julho 08 07

    A leve compresso que deixa o solo sobre as sementes suficiente, pois buscaA leve compresso que deixa o solo sobre as sementes suficiente, pois buscaA leve compresso que deixa o solo sobre as sementes suficiente, pois buscaA leve compresso que deixa o solo sobre as sementes suficiente, pois buscaA leve compresso que deixa o solo sobre as sementes suficiente, pois buscaminimizar a formao de crostas, facilitando a emergncia das plntulasminimizar a formao de crostas, facilitando a emergncia das plntulasminimizar a formao de crostas, facilitando a emergncia das plntulasminimizar a formao de crostas, facilitando a emergncia das plntulasminimizar a formao de crostas, facilitando a emergncia das plntulas

    cultura do milho, de trs profundidades de se-meadura com quatro nveis de compactao dosolo sobre as sementes. No houve influnciadesses fatores sobre o nmero mdio de diaspara emergncia das plntulas, mesmo tendoaumentado a resistncia mecnica do solo penetrao com a utilizao de maiores pres-ses sobre a roda compactadora.

    Diversas pesquisas j concluram que car-gas aplicadas lateralmente e no acima da se-mente melhoram a emergncia das plntulas.Em um determinado teste com um modelo deroda compactadora, alterou-se apenas as pres-ses de compactao, causando alterao devalores da densidade e temperatura do solo emrelao profundidade, ficando comprovadoque a regulagem de presso da roda compacta-dora sobre o solo provoca uma modificao docomportamento fsico proporcionado sementee s plntulas.

    Outros autores avaliaram a produo e aemergncia de plntulas de soja para seis tiposde rodas compactadoras de semeadoras de pre-ciso e de fluxo contnuo com diferentes pro-

    fundidades de sementes. Para sementes emprofundidade de 3,2cm e rodas compactadorasde 7,6 e 5,1cm de largura, utilizadas em seme-adoras de fluxo contnuo, a emergncia de pln-tulas foi mais rpida. Nesse estudo tambm fi-cou evidente que o tipo de roda compactadoramais estreita (2,5cm) elevou a resistncia pe-netrao do solo, o que pode ter sido motivopara a apresentao de maior tempo para aemergncia de plntulas. Observou-se que comrodas das semeadoras de preciso e profundi-dades de semeadura maiores, houve um maiortempo para a emergncia das plntulas. Noentanto, a produo da soja no sofreu influ-ncia para os tipos de rodas compactadoras ava-liadas.

    Na cultura do feijo foi possvel comprovarsensibilidade compactao do solo. A influ-ncia de quatro diferentes modelos de rodascompactadoras na emergncia do feijoeiro fi-cou evidente. Foram aplicados trs nveis decompactao no processo de semeadura, quealterou o comportamento hdrico do solo naregio de semeao, alm de elevar a densidade

    e a resistncia penetrao no plano vertical dalinha de semeadura. A porcentagem e a veloci-dade de emergncia das plntulas de feijoeiroforam afetadas pelas presses de compactao. medida que a compactao aumentou, asplntulas tiveram sua emergncia diminuda eretardada para todas as rodas testadas.

    Em outro estudo na cultura do milho tes-tou-se influncia da compresso do solo, asso-ciada profundidade de semeadura, sobre ondice de velocidade de emergncia e o cresci-mento inicial na cultura do milho. A compres-so do solo pela roda compactadora da semea-dora variou de 50 a 150N e a profundidadevariou de 3cm a 7cm. Quanto maior a cargaaplicada, maior foi o ndice de velocidade deemergncia altura de plntulas. Nesse caso, aprofundidade de semeadura no influenciounos resultados.

    Os nveis de cargas aplicados ao solo pelaroda compactadora podem ser conhecidos comfins experimentais, com a utilizao de umaclula de carga, devidamente calibrada, acopla-da s rodas compactadoras. A clula deve seradaptada entre a estrutura de fixao da rodacompactadora e o chassi da mquina, de modoque a carga aplicada seja transmitida para a c-lula. A carga quantificada pela clula conhe-cida atravs de um visor.Wagner Santos Gonalves eHaroldo Carlos Fernandes,UFV

    . M

    Fases do plantio: abertura do sulco, colocao do adubo e da semente, fechamento do sulco e compactao

    Exemplo de roda compactadora de borracha e osprincipais modelos

  • transportadores de gros

    08 Julho 08

    Gros emmovimento

    No sistema de armazenagem, os transportadores degros so elementos essenciais para remoo da

    massa na hora e velocidade certas

    Para perfeita conduo das fina-lidades de uma unidade arma-zenadora de gro, esta necessa-riamente deve contar com os seguintes

    elementos: (a) estruturas fsicas: moe-gas, silos-pulmes, silos armazena-

    dores ou graneleiros; (b) maqui-nrios: secadores, mquinas depr-limpeza e de limpeza; (c)transportadores. Assim, poss-vel operar o sistema conforme ofluxograma apresentado na Figu-ra 1. Em que produtos proveni-entes das lavouras so recebidossujos e midos e saem limpos e

    secos.Operacionalmente, para interligar as

    estruturas fsicas e maquinrios das uni-dades armazenadoras, faz-se necessrioo emprego dos transportadores de gros.E a funo destes movimentar a massade gros nas direes: vertical, horizon-tal ou inclinada.

    Para tanto, conforme representado naFigura 2, podem ser empregados equipa-mentos como: elevadores de caamba,correias transportadoras, transportadoreshelicoidais, transportadores de correntese transportadores pneumticos.

    ELEVADORES DE CAAMBASO emprego dos elevadores de cane-

    vas aplica-se quando da necessidade detransportar a massa de gros de uma cotainferior para uma cota superior, como o caso de abastecimento de silos e seca-dores.

    Sob aspecto construtivo, os elevado-res so dotados de caambas fixadas so-bre uma correia estendida entre duas po-lias posicionadas na vertical. As caam-bas so fabricadas em formatos diferen-ciados a partir de materiais metlicos ouplsticos ou, ainda, metlicos com reves-timento plstico.

    O uso de material plstico, polietile-no, objetiva reduzir a ocorrncia de da-nos mecnicos em gros e sementes,como tambm da ocorrncia de atritoentre as canecas e a estrutura de revesti-mento do equipamento. A minimizaodos danos mecnicos traz por benefciosmenores ndices de gros quebrados etrincados, o que propicia menor ocorrn-cia de p e de infestao de insetos e fun-gos durante a armazenagem.

    A polia superior dos elevadores, tam-bm denominada polia motora ou tam-bor motriz, tem por funo tracionar a

    Figura 1 Fluxograma operacional bsico de unidades armazenadoras de gros

    Div

    ulga

    o

  • Julho 08 09

    Operacionalmente, para interligar as estruturas fsicas e maquinrios das unidadesOperacionalmente, para interligar as estruturas fsicas e maquinrios das unidadesOperacionalmente, para interligar as estruturas fsicas e maquinrios das unidadesOperacionalmente, para interligar as estruturas fsicas e maquinrios das unidadesOperacionalmente, para interligar as estruturas fsicas e maquinrios das unidadesarmazenadoras, fazarmazenadoras, fazarmazenadoras, fazarmazenadoras, fazarmazenadoras, faz-se necessrio o emprego dos transportadores de gros-se necessrio o emprego dos transportadores de gros-se necessrio o emprego dos transportadores de gros-se necessrio o emprego dos transportadores de gros-se necessrio o emprego dos transportadores de gros

    correia com as canecas. O acionamento feito por um motor eltrico que aco-plado por meio de correias ou um mo-tor-redutor.

    Geralmente, junto ao tambor motriz, montado um sistema de freio. Este tempor funo evitar o retrocesso da correiade canecas cheias de produto. Isto podeocorrer, por exemplo, na falta de energiaeltrica. Assim, ocorre acmulo de grosao p do elevador, o que pode impossibi-litar uma nova partida. Os sistemas defreios mais simples so o de catraca e ode cinta.

    A polia inferior, denominada poliatipo gaiolo, montada em mancais des-lizantes acoplados em parafusos, o quepermite esticar e alinhar a correia, Figu-ra 3.

    Durante a operao importante ins-pecionar a ocorrncia de manchas deaquecimento devido ao atrito das cane-cas ou da correia com as chapas de re-vestimento e observar a ocorrncia de ba-rulhos relativos ao atrito das canecas coma estrutura do transportador ou de para-fusos soltos. Estes problemas podem ge-rar fascas, que so causas de explosesou incndios.

    Os cuidados operacionais mais impor-tantes so manter a correia adequada-mente esticada; alinhar as canecas e acorreia em relao s polias de aciona-mento e s do tipo gaiola, situadas ao pdo elevador; verificar o estado das cane-cas e substituir as danificadas; apertaros parafusos frouxos; limpar os ps doselevadores, pois, o acmulo de p ou res-tos de produtos podem gerar gases txi-cos, como, tambm, propiciar a prolife-rao de pragas; ajustar as correias e ve-rificar o estado delas e proceder manu-

    teno preventiva, principalmente doselevadores mais utilizados, por exemplo,os que abastecem e descarregam o seca-dor.

    Cuidado especial deve ser tomadoquando da necessidade de proceder sol-dagem. Isto devido ao riso de exploso.Portanto, antes de iniciar o procedimen-to abrir todas as janelas de inspeo parasada do p acumulado.

    CORREIAS TRANSPORTADORASCorreias transportadoras ou fitas

    transportadoras so equipamentos pro-jetados para movimentar produtos nosentido horizontal. Mas, podem operarcom inclinao de at 12o, o que afeta a

    eficincia operacional. Estes equipamen-tos so constitudos por uma correia es-tendida entre o tambor motriz e o de re-torno, e apoiada sobre vrios roletes.Para fins agrcolas so comercializados noBrasil equipamentos com capacidade de30 a 320t/h.

    Junto ao tambor motriz montado omotor eltrico, que acoplado por meiode correias ou um motor-redutor; e o sis-tema mecnico para esticar a correia.Este sistema atua sobre os mancais quesuportam o tambor de retorno, por meiode parafusos, ou um contrapeso atado atrilhos sobre os quais esto os mancais.

    A carga das correias transportadoraspode ser feita por meio de tremonhas oucalhas e estas podem ser fixas ou mveis.Assim, possvel receber o fluxo de grosem vrias posies ao longo do transpor-tador. Quanto descarga, esta pode serna extremidade final ou em pontos in-termedirios por meio do carro de des-pejo.

    As correias transportadoras so apre-sentadas em diferentes configuraes: (a)simples - conduz produto em nico sen-tido; (b) reversvel - transporta produtosem dois sentidos; (c) dupla conduz pro-duto em dois sentidos ao mesmo tempo;(d) blindada quando a correia mon-tada envolta por caixa metlica.

    Na manuteno so recomendados:(a) verificar o estado da correia quanto adanos e cortes, nestes casos procure iden-tificar a causa e reparar; (b) proceder aoalinhamento; (c) verificar o estado de ro-lamentos e mancais; (d) proceder re-posio de roletes danificados; (f) ajus-tar a tenso da correia. Pois, caso a cor-reia esteja muito esticada, a vida til reduzida e danos ocorrem, principalmen-te, nos mancais e rolamentos dos tam-bores.

    Figura 2 Modalidades de equipamentos transportadores de gros

    Pino de regulagem do elevador

    Caambas de polietileno

    Com

    il

    GSI

  • 10 Julho 08

    . M

    TRANSPORTADOR HELICOIDALTransportador helicoidal, rosca sem-fim

    ou caracol, utilizado nos transportes hori-zontal, vertical e inclinado. So freqente-mente empregados em descargas de: silos,mquinas de pr-limpeza e secadores. Po-dem apresentar sem revestimento ou insta-lados em calhas abertas e tubulares. Podem,ainda, ser fixos ou mveis quando so mon-tados sobre rodas.

    Operacionalmente, so equipamentosmuito versteis, no entanto, no devem serempregados em unidades de beneficiamen-to de sementes devido alta probabilidadede ocorrncia de danos mecnicos. Quan-do da manuteno preventiva devem ser ve-rificados: estado dos rolamentos, alinha-mento e estados do helicide e da calha.

    Cuidados especiais devem ser dados naoperao dos transportadores helicoidais,empregados na descarga final de silos como fundo chato, chamada de rosca varredora.Em hiptese alguma o operador deve aden-trar no silo quando este equipamento esti-ver operando. Isto para prevenir a ocorrn-cia de acidentes como afogamento na mas-sa de gros e ferimentos pelo contato diretocom o helicide.

    TRANSPORTADORES DE CORRENTETransportador de corrente, tambm de-

    nominado redler, aplicado ao transportede produtos na horizontal ou em inclina-es de at 40o, no entanto, a capacidadeoperacional decresce em 33%. Geralmente,nestes equipamentos, as correntes so mon-tadas em calhas metlicas com formado re-tangular ou em U. Quanto aos tipos depalhetas fixadas corrente, estas podem ser

    de madeira, metal ou polietileno.Estes equipamentos so empregados

    quando se deseja automatizar a aberturade registros e direcionamento de fluxos.O que pode ser feito por comandos el-tricos a distncia. Operacionalmente es-tes transportadores so empregadosquando se quer movimentar o produtoem pequenas diferenas de nvel que nojustificam o uso de elevadores.

    Quanto manuteno, devem ser ve-rificados o estado dos rolamentos, o ali-nhamento da corrente, o estado das pa-lhetas e a vedao da calha.

    Uma outra modalidade de transpor-tador de corrente, disponvel no merca-do brasileiro, o transportador de cor-rente em duto circular, lanado com onome comercial Granduto. Este trans-portador pode movimentar at 120 to-neladas/hora e conduz produto nas dire-es vertical e horizontal. Assim, como

    Transportador de corrente em duto circular (circuito fechado transportador de corrente (granduto Gran Finale))

    Correia transportadora e transportador helicoidal

    Gra

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    mil

  • Julho 08 11

    Em hiptese alguma o operador deve adentrar noEm hiptese alguma o operador deve adentrar noEm hiptese alguma o operador deve adentrar noEm hiptese alguma o operador deve adentrar noEm hiptese alguma o operador deve adentrar nosilo quando este equipamento estiver operandosilo quando este equipamento estiver operandosilo quando este equipamento estiver operandosilo quando este equipamento estiver operandosilo quando este equipamento estiver operando

    demonstrado na figura abaixo um mesmoequipamento substitui o emprego de ou-tros dois: o elevador de caambas e a cor-reia transportadora.

    TRANSPORTADORES PNEUMTICOSSo equipamentos versteis que pos-

    sibilitam o transporte de produto nas di-rees vertical, horizontal e inclinada. Oprincpio de funcionamento est no em-prego de um fluxo de ar de alto valor, quepossibilita o arraste da massa de gros.Desta forma, o equipamento conta comventilador responsvel pela manutenodo fluxo de ar. De tal forma que no localde alimentao o fluxo de ar tem pressonegativa, a modelo do aspirador de p do-mstico. E no ponto de descarga em-pregado um ciclone.

    Os transportadores pneumticos emnvel de fazenda podem ser acionados por

    Transportador de corrente - Redler

    Detalhe da palheta dotransportador de corrente

    em duto circular

    Elevadores de caamba meio de energia eltrica ou pela tomadade potncia dos tratores, o que d maiorversatilidade, pois o equipamento podeser empregado em vrios locais. Outrotipo de emprego desse equipamento nadescarga de navios graneleiros.

    As principais desvantagens no usodos transportadores pneumticos so:alta potncia de acionamento e ocorrn-cia danos mecnicos aos produtos.

    CONSIDERAES FINAISA seleo de qual a melhor opo

    de transportador est atrelada aos se-guintes quesitos: o leiaute da unidade ar-mazenadora; a intensidade dos fluxos deproduto, o que normalmente determi-nado pelos secadores, e a qualidade domaterial empregado na fabricao.

    Na atualidade prima-se tambm porquestes como: a facilidade de autolim-peza interna, ou seja, depois de proces-sado um tipo de produto, o equipamen-to pode ser empregado para o transportede outro produto sem a ocorrncia demistura, e a adoo de configurao ex-terna que evite o acmulo de p em po-sies de difcil acesso. Isto importan-te na preveno de ocorrncia de explo-ses e na conduo das prticas de Ma-nejo Integrado de Pragas MIP que es-to fundamentadas na sanitizao deambientes de tal forma a evitar a proli-ferao de insetos e fungos.

    Por fim, pelo fato de os transportadoresserem equipamentos eletromecnicos, im-prescindvel a adoo de programas de ma-nuteno preventiva para que, no momentoda safra, uma simples correia ou um rola-mento venha trazer transtornos que causemdesperdcios de tempo e dinheiro, bem comoestresse em operadores e usurios.

    Transportador pneumtico

    Lus Csar da Silva,Ufes

    . M

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  • 12 Julho 08

    Cotton Blue 2805

    Acolhedora de algodo Cotton Blue2805 o mais novo lanamento daMontana, empresa tradicional narea de pulverizadores agrcolas, que agora in-gressa no segmento de colheita de algodo. Aidia surgiu em meados de 2004, com o objeti-vo de desenvolver e produzir a primeira colhe-dora de algodo fabricada no Brasil, tornando-se o terceiro fabricante mundial desse tipo deequipamento. O projeto foi bastante ambicio-so principalmente do ponto de vista da enge-nharia. O projeto levou quatro anos para serconcludo. O lanamento oficial da Cotton Blue2805 aconteceu na Agrishow Ribeiro Preto2008. A primeira colhedora de algodo nacio-nal chegou ao mercado brasileiro com caracte-rsticas de boa distribuio de peso e facilidadede manuteno. Apresentamos a seguir as ca-

    ractersticas tcnicas de cada subsistema.

    UNIDADES DE COLHEITASo cinco unidades de colheita dispostas

    em duas plataformas independentes. Uma comtrs corpos e outra com dois. As unidades sodo tipo fusos e desfibradores, compostas pordois rotores em linha, com 12 barras de 18 fu-sos cada. Os rotores contm colunas de umidi-ficao articulveis, compostas por escovas depoliuretano, bem como os desfibradores. Osfusos possuem camada de cromo de 90 mcrons,que assegura a durabilidade em colheitas pro-longadas como as do Brasil. O movimento la-teral das unidades feito de forma manual. Osistema copiador de terreno composto porsensores eletrnicos de ngulo e vlvulas decomando proporcionais, que garantem um

    movimento preciso e bastante suave ao con-junto, reduzindo consideravelmente os impac-tos na estrutura do equipamento. Alm disso,o sistema com sensores eletrnicos reduz con-sideravelmente o nmero de mangueiras e vl-vulas hidrulicas, diminuindo a probabilidadede falhas. O sistema ainda conta com regula-gens de altura e sensibilidade do copiador dedentro da cabine. O equipamento conta commonitores individuais de embuchamento e li-mitadores de torque. A colhedora possui a bor-do um sistema de lubrificao das unidades decolheita com memria eltrica. As placas depresso possuem um desenho exclusivo que per-mite reduzir significativamente as perdas dealgodo no campo.

    TRANSPORTE DO ALGODOO algodo transportado das unidades de

    colheita para o cesto de armazenagem atravs

    As unidades de linha so do tipo fusos e desfibradores, compostaspor dois rotores em linha, com 12 barras de 18 fusos cada

    Cotton Blue 2805A primeira colhedora de algodo da Montana, tambm a primeira do gnero

    projetada e fabricada no Brasil. Com cinco unidades de colheita e motor de 280cva Cotton Blue 2805 j est trabalhando nas lavouras brasileiras

  • Julho 08 13

    A idia surgiu em meados de 2004, com o objetivo de desenvolver e produzir a primeira colhedora deA idia surgiu em meados de 2004, com o objetivo de desenvolver e produzir a primeira colhedora deA idia surgiu em meados de 2004, com o objetivo de desenvolver e produzir a primeira colhedora deA idia surgiu em meados de 2004, com o objetivo de desenvolver e produzir a primeira colhedora deA idia surgiu em meados de 2004, com o objetivo de desenvolver e produzir a primeira colhedora dealgodo fabricada no Brasil, tornandoalgodo fabricada no Brasil, tornandoalgodo fabricada no Brasil, tornandoalgodo fabricada no Brasil, tornandoalgodo fabricada no Brasil, tornando-se o terceiro fabricante mundial desse tipo de equipamento.-se o terceiro fabricante mundial desse tipo de equipamento.-se o terceiro fabricante mundial desse tipo de equipamento.-se o terceiro fabricante mundial desse tipo de equipamento.-se o terceiro fabricante mundial desse tipo de equipamento.

    A turbina centrfuga do sistema de fluxo dear induzido montada na transversal

    de um sistema de fluxo de ar induzido, por meiode uma turbina centrfuga nica. Os dutos dasunidades 1, 4 e 5 so de polietileno e os dutos 2e 3 so de chapa de ao. O sistema de ar possuiuma alta eficincia devido descarga da turbi-na estar localizada prxima s entradas dosdutos de transporte e em posio bastante fa-vorvel, reduzindo consideravelmente as per-das de carga do sistema. A tubulao de sopro fabricada em polietileno e possui formato aero-dinmico, de forma a aumentar a sua eficin-cia. Cada unidade conta ainda com um siste-ma de sopro frontal, que auxilia no transportedo algodo colhido no rotor dianteiro para osdutos de transporte.

    A turbina montada com seu eixo na posi-o transversal e possui rotor de dupla aspira-o de dimetro 560mm, fundido em alum-nio. O acionamento da turbina dado por cor-reias e a embreagem composta por uma poliaesticadora, acionada por um pisto hidrulico.A rotao nominal de 3.900rpm.

    CESTO DE ARMAZENAGEMO cesto de armazenagem possui capacida-

    de para 34m3 e do tipo telescpico. Possui umexclusivo sistema de descarga controlada, queno prejudica a estabilidade lateral do equipa-mento durante o descarregamento. possveldescarregar a carga at uma altura de 4,2m com

    uma boa margem de alcance lateral, no sendonecessrio posicionar o transbordo muito pr-ximo colhedora.

    O cesto possui um exclusivo sistema de lim-peza do algodo, composto por peneiras em todaa extenso da face superior do cesto. Esse siste-ma permite ganhar de um a dois tipos na clas-sificao do algodo descaroado e aumentar ointervalo de limpeza do cesto em aproximada-mente duas vezes, em relao aos sistemas con-vencionais. O sistema de compactao de car-ga dado por trs compactadores do tipo roscasem-fim. A mquina conta com espelhos deinspeo do cesto, que permitem ao operador

    visualizar o carregamento do cesto sem sair dacabine ou olhar para trs, comandando de for-ma manual os compactadores.

    O projeto foi concebido de forma a elimi-nar mangueiras hidrulicas no interior do ces-to, reduzindo o risco de rompimento do siste-ma hidrulico de descarga no caso de incndioe conseqente perda da mquina. O sistemaeltrico da colhedora equipado com boto depnico para o caso de incndio na carga de al-godo, o qual desliga a turbina, pisca as luzes edescarrega o cesto, ficando a cargo do operadorsomente posicionar a mquina em local segu-ro, com a descarga a favor do vento e aguardar

    Os dutos de ar 1,4 e 5 so de polietilenoe os dutos 2 e 3 so de chapa de ao

    Fotos Montana

  • 14 Julho 08

    a chegada do bombeiro.

    MOTOR DIESELA Cotton Blue 2805 equipada com mo-

    tor Cummins srie C de 8.3L turbo e intercoo-ler. O motor tem potncia mxima de 280cv a2.200rpm, a maior potncia da categoria. Ointercooler aumenta a eficincia do motor ereduz o consumo de combustvel. O motor transversal, localizado entre os dois eixos e pr-ximo ao eixo traseiro, ajudando a aumentar aporcentagem de peso no eixo traseiro.

    O motor transversal tambm facilita a ma-nuteno, j que os radiadores ficam localiza-dos em um compartimento lateral, de fcil aces-so. As bombas, os filtros e os tanques hidruli-cos ficam localizados em compartimento dolado oposto, tambm de fcil acesso. O motor montado sobre coxins em um chassi indepen-dente, que permite retir-lo por baixo da m-quina de uma forma bastante simples.

    TRANSMISSO HIDROSTTICAO sistema hidrosttico da Cotton Blue 2805

    responsvel por dois movimentos: desloca-mento da colhedora e rotao das unidades decolheita. O sistema composto por duas bom-bas hidrulicas montadas em tandem e doismotores hidrulicos Sauer Danfoss, todos depistes axiais. Um para acionamento da trans-misso mecnica e outro para acionamento dasunidades de colheita. a nica mquina nomercado que possui reservatrio de leo exclu-sivo para a hidrosttica, o que impede a entra-

    da de contaminantes provenientes de outroscomponentes como cilindros hidrulicos, bom-bas de engrenagem etc.

    A transmisso mecnica composta poruma caixa de cmbio de duas velocidades. Aprimeira velocidade destinada colheita (0-7,5km/h) e a segunda para transporte (0-18km/h), com freios a disco integrados e dois reduto-res de roda, todos fabricados pela ZF do Brasil.

    O motor hidrulico de acionamento dasunidades de colheita acoplado a um jogo depolias e cardans que transferem potncia paracada uma das cinco unidades.

    Como cada bomba hidrulica respons-vel pelo acionamento de um dos movimentos,o seu deslocamento volumtrico reduzido, po-rm com alta capacidade de transmisso de po-tncia por serem independentes.

    A Cotton Blue 2805 possui um sistema deajuste de relao de velocidades entre transmis-so e unidades de colheita, atravs de um me-canismo ajustvel. Com isso, possvel traba-lhar com somente uma marcha para colheita,adequando as velocidades de deslocamento edas unidades de colheita de acordo com as con-dies de produtividade do algodo colhido. Amxima velocidade de deslocamento possvel de 7,5km/h.

    SISTEMA HIDRULICOO sistema hidrulico do tipo centro

    aberto, composto por uma bomba dupla deengrenagens acionada pela tomada de forado motor, blocos de vlvulas tipo cartucho,cilindros e motores hidrulicos. O sistema responsvel pelo acionamento de direo,compactador, movimentao do cesto, acio-namento da turbina, bomba de graxa e cilin-

    dros de controle da plataforma de colheita.O reservatrio de leo independente do leohidrosttico e conta com um filtro de retor-no com indicador de saturao.

    TANQUESOs tanques de gua, diesel e graxa so fa-

    bricados em polietileno pelo processo de roto-moldagem, possibilitando boa resistncia me-cnica, boa resistncia a intempries e a ataquede produtos qumicos. Os trs tanques locali-zam-se na parte traseira da mquina, colabo-rando com a distribuio de peso da mquina.Seus bocais de abastecimento e dreno esto po-sicionados nas laterais para facilitar a operaoe manuteno.

    O tanque de diesel tem uma capacidade deaproximadamente 690 litros e est localizadoabaixo do chassi. O tanque protegido por cha-pas de proteo que tambm tm a funo depra-choque traseiro.

    O reservatrio de gua para umidificaodas unidades de colheita est localizado acimado tanque de diesel e possui capacidade de apro-ximadamente 1.100 litros. O tanque conta commostrador de nvel prximo ao bocal de abas-tecimento.

    A colhedora conta ainda com um tanquede graxa para a lubrificao das unidades decolheita. A forma do tanque de graxa acompa-nha a do tanque de gua, harmonizando o de-senho da traseira da mquina. Para facilitar aidentificao do nvel de graxa, o reservatrio fabricado na cor branca translcida. Sua capa-cidade de aproximadamente 200 litros.

    SISTEMA DE UMIDIFICAOO sistema de umidificao composto por

    O motor Cummins srie C de 8.3L turbo e intercooler,com potncia mxima de 280cv a 2.200rpm

    A transmisso composta por duas bombas hidrulicasmontadas em tandem e dois motores hidrulicos

    O cesto de armazenagem tem capacidade para 34m3 epossibilita descarregar a carga at uma altura de 4,2m

    Fotos Montana

  • Julho 08 15

    A Cotton Blue 2805 possui um sistema de ajuste de relao de velocidadesA Cotton Blue 2805 possui um sistema de ajuste de relao de velocidadesA Cotton Blue 2805 possui um sistema de ajuste de relao de velocidadesA Cotton Blue 2805 possui um sistema de ajuste de relao de velocidadesA Cotton Blue 2805 possui um sistema de ajuste de relao de velocidadesentre transmisso e unidades de colheita, atravs de um mecanismo ajustvelentre transmisso e unidades de colheita, atravs de um mecanismo ajustvelentre transmisso e unidades de colheita, atravs de um mecanismo ajustvelentre transmisso e unidades de colheita, atravs de um mecanismo ajustvelentre transmisso e unidades de colheita, atravs de um mecanismo ajustvel

    uma bomba eltrica de diafragma, vlvula re-guladora de presso proporcional, bloco distri-buidor, manmetro e bicos de pulverizao, lo-calizados nos rotores das unidades de colheita.

    O acionamento da bomba de diafragma estcondicionado eletricamente com a rotao dasunidades de colheita, pulverizando a soluoumidificadora somente quando necessrio. Talfato reduz o consumo de soluo e aumenta aautonomia do tanque.

    A verificao da presso do sistema fei-ta por um manmetro localizado dentro dacabine de forma muito simples. O ajuste dapresso realizado atravs do painel de con-trole, que possibilita operar com presses de0 a 40 PSI.

    CHASSIO desenvolvimento do chassi foi baseado

    em dois critrios distintos: facilidade de manu-teno e boa distribuio de pesos. Os compo-nentes foram dispostos para facilitar manuten-es bsicas e dirias. O motor recebeu umaestrutura independente, o que facilita a sua re-tirada, caso necessrio. O fundo do chassi fe-chado com chapas de proteo, evitando o con-tato das plantas e resduos vegetais com o com-partimento central da mquina. As chapas sofixadas com grampos rpidos, de modo a facili-tar sua retirada.

    Como 35% do peso da mquina est fren-te do eixo dianteiro, devido s unidades de co-lheita, outros componentes foram dispostos deforma a compensar esse efeito. O motor trans-versal e prximo ao eixo traseiro, o cesto foiposicionado o mais para trs possvel e os tan-ques esto todos na parte traseira, contribuin-do para o equilbrio de massas.

    O resultado disso a estabilidade do equi-pamento em operao, principalmente nos re-gimes de frenagem e operao em terrenos irre-gulares.

    CABINEBaseada nos modelos dos pulverizadores

    autopropelidos Parruda da Montana, a cabineda Cotton Blue 2805 tem um timo espaointerno, podendo acomodar at duas pessoasconfortavelmente. O banco do operador pro-porciona regulagens de inclinao e altura doassento, inclinao do encosto, alm de contarcom uma suspenso mecnica, possibilitandouma jornada de trabalho com total conforto aooperador. Visando uma melhor ergonomia, acoluna de direo possui regulagem de inclina-o e altura do volante.

    A cabine conta com uma grande rea envi-draada, proporcionando ao operador total vi-so da operao. Os vidros curvos, tanto o di-

    Os radiadores ficam localizados em um compartimentolateral, de fcil acesso para verificao e manuteno

    A cabine acomoda duas pessoas confortavelmentee possui grande rea envidraada

    anteiro como o traseiro, so laminados e os la-terais, temperados. O acesso da cabine bas-tante amplo, com abertura da porta de 90 emrelao lateral da cabine.

    O conjunto de iluminao dianteiro da co-lhedora tem quatro faris principais no teto dacabine e mais quatro faris auxiliares na plata-forma, proporcionando uma excelente visibili-dade em operao noturna. O sistema aindaconta com dois faris de iluminao do cesto,um farol de descarga e um farol de inspeo docompartimento do chassi.

    O sistema de ar-condicionado com termos-tato est localizado no teto da cabine e utilizaum filtro de ar externo de alta capacidade, almde um filtro de recirculao.

    Os comandos de operao da CottonBlue 2805 so eltricos e esto concentra-dos num painel de controle lateral, com ex-ceo dos pedais de freio de servio, estaci-onamento e da alavanca de marchas, osquais so acionamentos mecnicos e locali-zam-se no piso da cabine.

    O painel de controle fixado junto com obanco do operador acompanhando os movi-mentos da suspenso do assento. Os indicado-res da Cotton Blue 2805 so totalmente digi-tais e exibidos em uma tela de cristal lquido,onde so encontradas todas as informaes so-bre motor diesel, unidades de colheita e turbi-na, alm de um contador de distncia e hecta-res colhidos. O acionamento das unidades decolheita e do ventilador eltrico, atravs deum seletor de modos de operao. O sistemaconta tambm com um mdulo de diagnsticode todas as entradas e sadas dos mdulos ele-trnicos de forma muito simples. . M

  • 16 Julho 08

    Test Drive - Auto-Guide

    Sem desviosTestamos o piloto automtico Auto-Guide, queequipa os tratores da Massey Ferguson. Preciso e

    dinamismo marcam este equipamento que, apesar deainda surpreender pela novidade, j est operando em

    muitas mquinas pelas lavouras brasileiras

    Nesta edio apresentamos os re-sultados do test drive realizadocom o sistema de direciona-mento automtico para mquinas agrcolasAuto-Guide, que utiliza sinais de satli-tes ou como comumente denominamos

    estes sistemas, um piloto automtico.Auto-Guide uma marca registrada, in-serida dentro do Grupo AGCO no quecorresponde ao ATS Solues avana-das em tecnologia. um utilitrio, den-

    tro do contexto amplo do que se conven-ciona referir-se como Agricultura de Pre-ciso.

    O Auto-Guide pode dirigir o tratorou a mquina em que ele esteja instalado,em trajetos realizados durante o trabalho,com o auxlio do operador somente paraas manobras, ocasio nas quais ele inter-rompe temporariamente o funcionamen-to. O sistema passa para o modo manualcom qualquer toque do operador no vo-lante do trator.

    Durante o dia de teste vimos que osistema bastante prtico e pode servirpara o estabelecimento de tri-lhas ou rotas virtuais, dentrodas parcelas, e tambm sertil para operaes especiaiscomo a preparao do solo

  • Durante o dia de teste vimos que o sistema bastante prtico eDurante o dia de teste vimos que o sistema bastante prtico eDurante o dia de teste vimos que o sistema bastante prtico eDurante o dia de teste vimos que o sistema bastante prtico eDurante o dia de teste vimos que o sistema bastante prtico epode servir para o estabelecimento de trilhas ou rotas virtuaispode servir para o estabelecimento de trilhas ou rotas virtuaispode servir para o estabelecimento de trilhas ou rotas virtuaispode servir para o estabelecimento de trilhas ou rotas virtuaispode servir para o estabelecimento de trilhas ou rotas virtuais

    Julho 08 17

    Char

    les

    Eche

    r

    em faixas, trabalho em reas com estru-turas de proteo e controle da eroso(terraos, curvas de nvel etc). Tambmem plantios consorciados em fileiras,principalmente quando a data de seme-adura diferente, proporcionando que seentre com uma cultura antes e sem da-nific-la poder entrar com a semeadoraoutra vez, para a implantao da segun-da.

    Tambm vimos que com este sistema possvel que o operador fique mais con-centrado nas manobras e possa faz-lasmais eficientemente, deixando os percur-sos maiores, retos e curvos para o siste-ma. No Brasil as maiores possibilidadesde aplicao, neste momento, so o plan-

    tio direto, pulverizao, preparo de soloem faixas, e em operaes de sulcao ecultivo de cana.

    O sistema baseado no sistema de sat-lites que emite sinais em aberto e desde al-guns anos possibilita a utilizao de formaininterrupta sem custos bsicos. Porm, paraobterem-se bons resultados, no se recomen-da utiliz-lo sem correo diferencial. Nes-te caso, o sistema obriga a utilizao do si-nal de correo com outro satlite ou mes-mo uma estao base.

    TRAJETOSA equipe tcnica de campo da

    Massey Ferguson demonstrou que

    o sistema pode trabalhar de trs maneiras:direo paralela, direo em contorno e di-reo em piv central.

    No primeiro modo, o de direo parale-la que a forma padro para o sistema, ooperador marca dois pontos, formando umalinha base e, a partir da, o equipamentopassa a funcionar formando linhas parale-las a esta base, com largura ajustvel emfuno da largura de trabalho do implemen-to. Como o trajeto reto, admite-se o tra-balho a velocidades que podem chegar aos28km/h, se for necessrio para a operao.No segundo modo, um trajeto curvo mar-cado e curvas paralelas a este so criadastambm respeitando a largura pr-fixadapara o implemento. Para que um trajetocurvo seja bem marcado

  • 18 Julho 08

    Estao base RTK (Real Time Kinematic)d maior preciso, chegando prximo

    de dois centmetros

    pode-se fazer um percurso curvo de confi-gurao marcando um total de at 500 pon-tos e uma distncia mxima recomendadade trs quilmetros. No terceiro e ltimomodo, que o de piv central, recomenda-se para aquelas culturas implantadas em cr-culos dentro de uma rea de piv. Basta sal-var um arquivo de configurao do crculoque se quer e registrar a largura da mqui-na. Como muitas vezes conveniente, nes-te tipo de trabalho, se o operador no dese-jar fazer o crculo completo possvel utili-zar-se tambm em arcos ou parcelas do cr-culo. Como no segundo e terceiro modos ospercursos curvos, h uma limitao de de-senvolverem-se velocidades acima de 17km/h, por questes de segurana.

    PRECISOA preciso do equipamento depende da

    verso e da estao base. Formam-se cate-gorias de preciso submtrica (satlite), de-cimtrica (satlite) e centimtrica (Estaobase RTK). A submtrica refere-se a preci-ses de magnitude inferiores ao metro, aoredor de 20 a 50cm, e servem principalmen-te s operaes de cultivo e aplicaes defertilizantes. Na preciso decimtrica, que

    est entre cinco e 12cm, a recomendaoso para as operaes de semeadura, ara-o, preparo em faixas ou plantio. Na me-lhor preciso, que a centimtrica, os errosso prximos aos 2cm e, sendo o nvel maisrgido, adequada para as operaes quepossam justificar um investimento de umlink de rdio, condio principal para a ope-rao.

    Testamos o sistema em um trator MF680 HD com sulcador DMB de duas has-tes.

    No nosso teste tnhamos um equipa-mento preparado para a maior preciso e queutilizava uma estao base RTK (Real TimeKinematic). A antena deve ficar localizadaem um ponto adequado, de preferncia alto,a uma distncia mxima de dez quilme-tros de onde a mquina est trabalhando eesta pode servir a mltiplas mquinas.

    TESTENo teste, pudemos ver que o funciona-

    mento bastante simples e possibilita que

    com um pequeno treinamento qualquertcnico pode faz-lo funcionar. A estaobase capta os sinais dos satlites e calculaa posio, transmitindo-a ao trator via r-dio. Ao mesmo tempo o receptor que estno trator est tambm recebendo os sinaisdos satlites diretamente. Esta triangula-o utilizada para o georeferenciamento

    O sistema libera o operador para dar ateno aosdemais detalhes da operao, mas, a qualquer toqueno volante, o sistema devolve o controle ao operador

    O trator equipado com o Auto-Guide estpronto para o Isobus, sistema que

    padroniza a agricultura de preciso no Brasil

    A antena receptora que fica sobreo trator pequena e fcil de

    acoplar mquina

  • No teste, pudemos ver que o funcionamento bastante simples e possibilitaNo teste, pudemos ver que o funcionamento bastante simples e possibilitaNo teste, pudemos ver que o funcionamento bastante simples e possibilitaNo teste, pudemos ver que o funcionamento bastante simples e possibilitaNo teste, pudemos ver que o funcionamento bastante simples e possibilitaque com um pequeno treinamento qualquer tcnico pode faz-lo funcionarque com um pequeno treinamento qualquer tcnico pode faz-lo funcionarque com um pequeno treinamento qualquer tcnico pode faz-lo funcionarque com um pequeno treinamento qualquer tcnico pode faz-lo funcionarque com um pequeno treinamento qualquer tcnico pode faz-lo funcionar

    Julho 08 19

    Fotos Charles Echer

    com a correo.As restries ao bom funcionamento so

    aquelas ligadas s faltas temporrias de si-nais, provocadas por nebulosidade excessi-va, e os obstculos que possam interferircomo rvores, casas, galpes etc.

    Assim, para a utilizao do sistema, pri-meiro instalam-se os equipamentos ao tra-tor ou mquina, iniciando o trabalho deconfigurao. Posteriormente cria-se a linhabase. As linhas paralelas sero automatica-mente criadas.

    Algum pode perguntar-se: serei obriga-do a fazer linhas paralelas contnuas umaao lado da outra? No, o sistema permiteque se falhe uma ou mais linhas, alternan-do-se posies, pois as linhas so virtuais esempre estaro l quando o usurio for bus-c-las. A nica exigncia para encontr-las que se chegue a uma distncia mnimadelas e com um adequado ngulo de ataque linha que se est procurando. Por ques-tes de segurana e operao o sistema saceita entrar em uma linha que tenha sido

    abordada com um ngulo menor que 60 ecom afastamento de menos de um metroda linha que se est abordando.

    Neste sistema o trator considerado abase do sistema. Se ele no for capaz de con-trolar o equipamento, que estiver nele aco-plado, o funcionamento pode ficar prejudi-cado. Tambm se o implemento estiver des-centrado e, isto no informado ao sistemade configurao, podero ocorrer problemasdo tipo sobreposio ou falhas. No caso doimplemento puxar o trator lateralmente,o Auto-Guide deve ser informado que estse tratando de um implemento do tipo off-set ou descentrado.

    EQUIPAMENTOPara a adaptao em um trator devem-

    se instalar trs componentes: o terminal, okit e o topdock. O terminal e o topdock po-dem ser facilmente transferidos, de umamquina para outra, enquanto o kit fixo ede difcil remoo.

    O terminal pode ser especfico do Auto-

    Guide ou o terminal GTA, totalmente in-tercambivel e que, alm de ser totalmentecompatvel com o padro Isobus, pode serutilizado para a produo de mapas de co-lheita e para controle de pulverizao. Tan-to se pode utilizar o terminal GTA peque-no, como o maior e relacionar-se com o sof-tware GTA 300 que possibilita gerar mapasde percurso. Os dados podem ser armaze-nados utilizando-se um carto SD, muitocomum em telefones celulares e cmerasfotogrficas.

    O kit consta de uma vlvula de direohidrulica e um sensor de ngulo de roda.O sensor de ngulo de roda mede o ngulode deslocamento do brao. A vlvula hidros-ttica orbital direciona o leo para o cilin-dro de direo, ajustada pelo sensor de n-gulo de roda. Duas vlvulas auxiliares ain-da auxiliam na atuao eletrnica do sinalque entra do percurso.

    O topdock uma unidade que vai colo-cada no toldo ou cobertura da cabina dotrator e de fcil transferncia de uma m-quina para outra. Tem uma antena exter-na, que recebe os sinais corrigidos ou no,um receptor GPS, uma unidade de medi-o dinmica e um receptor de sinais de r-dio, para os sinais corrigidos.

    O receptor GPS identificado com umnmero de registro que o autoriza no nvelde preciso. A unidade de medio dinmi-ca mede a inclinao em trs direes: in-clinao lateral, mudana de direo e a os-cilao do trator para frente e para trs.

    Detalhe dos componentes queadaptam o trator comum para

    funcionar com Auto-Guide

  • 20 Julho 08

    Fotos Charles Echer

    Por ltimo, a estao base, que tambmpode ser utilizada por outras mquinas.

    Estivemos durante uma tarde inteiraconhecendo o sistema e relacionamos as se-guintes vantagens:

    Preciso: uma excelente forma de man-ter o trabalho em linhas retas e curvas, di-minuindo os efeitos de irregularidades doterreno e auxiliando o operador.

    Menores perdas: com o sistema poss-vel diminuir-se as perdas decorrentes dassobreposies e falhas de execuo do tra-balho. Com isto, melhora-se a qualidade dotrabalho e no se aplicam insumos e opera-es duas vezes na mesma rea.

    Conforto: possvel diminuir-se o can-sao do operador, a fadiga e conseqente-mente o estresse decorrente do trabalho.Durante os trajetos o operador no necessi-ta estar pendente de manter a linha reta,muitas vezes requerida, assumindo o con-trole do volante s nas manobras.

    Segurana: permite que o operadorpossa preocupar-se com outros aspectosde funcionamento da mquina e possa in-clusive operar em condies de baixa vi-sibilidade, como a noite, por exemplo. Nocaso de ser necessria uma manobra brus-ca s assumir o volante, mesmo duranteo trajeto.

    Eficincia: permite melhorar os padresdos formatos das lavouras, independendodo trabalho manual.

    Capacidade operacional: auxilia no usode velocidades de operao mais altas, pos-sibilitando aumentar a capacidade de tra-balho, sem riscos excessivos.

    Enfim, nossa equipe j conhecia o Auto-

    Leandro Crummenauer, da Massey, acompanhouo pesquisador Jos Schlosser e a equipe da

    Cultivar Mquinas na realizao do test drive

    Guide e suas aplicaes. De qualquer for-ma, samos impressionados com a sua faci-lidade de operao e com as possibilidadesde aplicao. Uma excelente idia. Talvez abase para que no futuro os tratores possamser controlados a distncia.Diferentes telas possibilitam organizar

    diversas funes da operao num nicomonitor de cristal lquido Prof. Jos Fernando Schlosser,

    Nema - UFSM

    . M

  • fora de trao

    Julho 08 21

    Fora no plantioFora no plantio

    Opreparo do solo tem como fi-nalidade proporcionar condi-es favorveis para o desenvol-vimento adequado das culturas, porm, a qua-lidade dos mesmos, alm de influenciar nes-sas culturas, tambm pode auxiliar ou preju-dicar o desempenho das semeadoras-aduba-doras. Assim, torna-se fundamental avaliarcomo essas mquinas trabalham nas diferen-tes condies de solo. Segundo a norma EP291.1, existem diversos sistemas de preparodo solo, os quais so enquadrados em catego-rias definidas como: a) convencional, que composta pela combinao de duas ou maisoperaes, b) reduzida, realizada com umanica operao e c) plantio direto, que se cons-titui na semeadura em solo no- preparado.

    A semeadura a operao de implantao

    de adubo tipo disco duplo concntrico. A for-a de trao na barra por linha de semeaduradeve estar na faixa de 1,1 a 2,0kN segundo aAsae (1996). Marques (2002), encontrou va-lores mdios de 19,53; 22,97 e 20,30kN deexigncia de fora de trao na operao desemeadura de soja (seis linhas), em preparoconvencional, plantio direto e preparo reduzi-do, respectivamente. Furlani (2000), utilizan-do semeadora-adubadora com seis linhas (fei-jo), encontrou valores de 14,8; 9,4 e 6,2% depatinagem das rodas do trator, 9,3; 7,6 e 7,1l/ha-1 de consumo por rea e 13,8, 11,3 e12,0kW de potncia para solo escarificado,arado/gradeado e plantio direto, respectiva-mente.

    O ensaio foi conduzido em latossolo ver-melho-escuro eutrfico na Fazenda de Ensi-no, Pesquisa e Produo da Faculdade de Ci-ncias Agrrias e Veterinrias, Unesp, Jaboti-

    Velocidade(km h-1)

    6,3 c6,9 b8,4 a7,4 a7,4 a7,0 b

    Avnom(%)

    13,7 b14,8 b20,0 a14,9 b14,9 b19,5 a

    Fora de Trao(kN)

    13,6 a13,8 a12,9 a13,0 a13,6 a13,7 a

    Potncia(kW)23,826,430,126,727,926,6

    Ccef(ha h-1)

    2,3 c2,5 b3,0 a2,7 a2,7 a2,5 b

    Fatores

    M1M2M3

    ConvencionalPlantio direto

    Reduzido

    Utilizando-se as mesmas marchas, no plantio emsolos com preparos reduzidos, a velocidade foi 6%inferior em relao ao plantio em solos preparados

    de culturas que utilizam sementes como r-gos de propagao. As sementes gradas (mi-lho, soja, feijo, amendoim entre outras) de-vem ser dosadas individualmente em espaa-mentos predeterminados de acordo com a re-comendao agronmica. A mquina que re-aliza esse procedimento denominada de se-meadora de preciso.

    Diversos pesquisadores tm estudado asdemandas de fora e potncia das semeado-ras-adubadoras, dentre os quais podemos ci-tar: Siqueira et al. (2001), que trabalhando comsemeadora-adubadora (plantio direto) de seislinhas e haste parablica, obtiveram 13,14kNde exigncia de fora de trao na barra; Mar-ques (1999), que encontrou valores de 8,47kNde fora de trao na barra para semeadora dequatro linhas, com mecanismo de deposio

    Charles Echer

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    Hol

    land

    Estudo avalia a operao de semeadura em diferentes tipos depreparo de solo e conclui que a demanda de fora e o consumode combustvel so maiores em reas com preparo reduzido

    Estudo avalia a operao de semeadura em diferentes tipos depreparo de solo e conclui que a demanda de fora e o consumode combustvel so maiores em reas com preparo reduzido

  • 22 Julho 08

    O sucesso da pulverizao depende de umadistribuio uniforme, de um determinado dimetro ede nmero de gotas adequado ao alvo a ser atingido

    aproximadamente meia carga), largura til de3,6m e sulcador de adubo tipo faco, sendo aprofundidade mdia de trabalho de 8cm.

    Para tracionar a semeadora-adubadora,utilizou-se de trator instrumentado da mar-ca Valtra, modelo BM-100, 4x2 TDA com73,6kW (100cv) de potncia no motor. A dis-tribuio de peso do trator instrumentadofoi de 40 e 60%, respectivamente, para os ei-xos dianteiro e traseiro, com lastragem mxi-ma e massa total em ordem de marcha de5.400kg.

    A determinao da fora de trao na bar-ra foi obtida por meio de clula de carga M.Shimizu, modelo TF 400, colocada entre abarra de trao do trator e o cabealho dasemeadora-adubadora. A rotao do motordo trator foi obtida de forma indireta, ou seja,determinou-se a rotao da tomada de po-tncia por meio de sensor de rotao marcaS&E Instrumentos de Testes e MediesLtda, modelo GIDP-60-U-12v, e com a rela-

    o de transmisso motor/TDP de 3,47.Determinou-se a diminuio da veloci-

    dade real de deslocamento em relao te-rica fornecida pelo fabricante, visando avali-ar o aproveitamento da velocidade nominal,em funo dos sistemas de preparo do solo edas marchas selecionadas. A capacidade decampo efetiva foi determinada em funo dalargura til de trabalho da semeadora e davelocidade real de deslocamento, e a potn-cia na barra de trao pelo consumo horriode combustvel foi obtida com auxlio de equi-pamento desenvolvido por Lopes et al.(2003). O consumo por rea e o consumoespecfico de combustvel foram calculadosatravs de equao. Para estimar a patinagemdos rodados do trator, utilizou-se de senso-res modelo GIDP-60-12v em cada uma dasrodas e obteve-se a mdia dos giros para otrator, sem e com carga.

    Pode-se verificar que a velocidade de des-locamento do conjunto trator-semeadora apre-sentou diferena para as marchas utilizadas, oque era o intuito dessa escolha, porm, obser-va-se que, na semeadura em solo com preparoreduzido, a velocidade foi menor, cerca de 6%.As trs marchas estudadas forneciam veloci-dades tericas de 7,3 (M1), 8,1 (M2) e 10,5kmh-1 (M3) sem carga, porm, com carga, dimi-nuiu a velocidade, apresentando diferena paraas marchas estudadas, sendo maior em M3, odobro em relao a M1 e M2. Para os prepa-ros, a maior queda de velocidade foi no redu-zido, cerca de 20%. A exigncia de fora detrao na barra no mudou com o preparo dosolo.

    Para a potncia observa-se que, nas mar-chas M1 e M2, o preparo do solo no teveinfluncia, porm, na marcha M3, o preparoconvencional exigiu maior potncia em rela-o ao solo escarificado. Isso pode ser explica-

    cabal (SP), em rea do Departamento de En-genharia Rural.

    Os sistemas de preparo foram: a) conven-cional: combinao de uma arao e duas gra-dagens niveladoras; b) plantio direto: semea-dura em solo no-preparado e c) preparo re-duzido: escarificador combinado com disco decorte e rolo destorroador. As marchas utiliza-das foram definidas em funo do conjuntotrator-semeadora: a) terceira reduzida alta(M1); b) quarta reduzida baixa (M2) e c) quar-ta reduzida alta (M3), cujas velocidades teri-cas, conforme o fabricante, so: 7,3; 8,1 e10,5km h-1, respectivamente. No incio de cadaparcela, as rotaes do motor do trator atingi-ram o valor mximo (prximo a 2.350rpm).

    A semeadora-adubadora de preciso utili-zada foi da marca Marchesan, modelo CopSuprema, equipada com quatro linhas espa-adas de 0,90m, capacidade de adubo de1.310kg e de semente de 200kg (durante oexperimento, mantiveram-se os depsitos com

    A mquina respondeu diferente em cada tipo de solo pes-quisado, mostrando que as regulagens devem ser ob-servadas ao mudar de talhes com diferentes preparos

    Variao da velocidade terica, fora de trao, potncia e capacidade de campo efetiva em funoda velocidade de deslocamento

    Variao da velocidade terica, fora de trao, potncia e capacidade de campo efetiva em funo dopreparo do solo

    John Deere

  • Em preparo convencional e plantio direto, a semeadora-adubadoraEm preparo convencional e plantio direto, a semeadora-adubadoraEm preparo convencional e plantio direto, a semeadora-adubadoraEm preparo convencional e plantio direto, a semeadora-adubadoraEm preparo convencional e plantio direto, a semeadora-adubadoraapresentou bom desempenho, independentemente da marcha utilizadaapresentou bom desempenho, independentemente da marcha utilizadaapresentou bom desempenho, independentemente da marcha utilizadaapresentou bom desempenho, independentemente da marcha utilizadaapresentou bom desempenho, independentemente da marcha utilizada

    Nos diferentes preparos, todos os consumos estudadosforam maiores em semeadura no solo escarificado, no

    qual se v a menor velocidade e a maior patinagem

    Carlos E. A. Furlani,Afonso Lopes,Rouverson P. Da Silva eAnderson de Toledo,Unesp/Jaboticabal

    . M

    do pela maior patinagem e, conseqentemen-te, menor velocidade nesse sistema; o plantiodireto ficou em posio intermediria. Anali-sando cada preparo individualmente, obser-va-se que, no convencional, a menor exign-cia na marcha M1 (menor velocidade), omesmo ocorrendo para o plantio direto, po-rm, nesse, a marcha M2 foi igual a M1. Naescarificao, a exigncia de potncia no foisignificativa para as marchas, o que se explicapelo fato de que, nesse preparo, ocorreu dimi-nuio de 6% na velocidade de deslocamento.

    A capacidade de campo efetiva apresen-tou comportamento igual varivel velocida-de, pois a largura til de trabalho da semeado-ra foi igual em todas as parcelas.

    A rotao do motor foi menor na marchaM3, porm, destaca-se que essa rotao ide-al de trabalho para esse trator, portanto, do

    ponto de vista do desempenho, a M3 seria amarcha indicada para essa operao.

    O consumo horrio de combustvel au-mentou da marcha M1 para M3, j os consu-mos por rea e especfico no foram influen-ciados pelas marchas, porm, nos diferentespreparos, todos os consumos estudados forammaiores em semeadura no solo escarificado,no qual se observa a menor velocidade e amaior patinagem.

    Os sistemas de preparo do solo no influ-

    enciaram na patinagem mdia dos rodados dotrator para a marcha M1. No entanto, obser-vou-se aumento significativo da patinagem nosistema reduzido para as marchas M2 e M3.

    No geral, a operao de semeadura apre-sentou maiores dificuldades no preparo redu-zido, pois o solo fica mais solto que no plantiodireto e preparo convencional, onde as grada-gens niveladoras deixam o mesmo mais con-solidado.

    Diante dos dados apresentados pode-seobservar que: no preparo reduzido do solo, aoperao de semeadura apresentou maior con-sumo de combustvel, menor velocidade dedeslocamento, menor capacidade de campoefetiva e maior patinagem. A semeadora-adu-badora apresentou o pior desempenho no solosob preparo reduzido, usando-se a terceiramarcha. Em preparo convencional e plantiodireto, a semeadora-adubadora apresentoubom desempenho, independentemente damarcha utilizada.

    Massey Ferguson

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    Hol

    land

  • 24 Julho 08

    Tramontini T3025-4

    Trator T3025-4O trator T3025-4 da Tramontini foi projetado para uso emcafeicultura, horticultura e fruticultura, tendo como ponto

    forte a fora do seu pequeno motor, aliada a dimensesapropriadas para operaes nestas atividades

    Nesta edio apresentamos a Fi-cha Tcnica do trator T3025-4, da Tramontini, um trator de30cv, projetado para trabalhos em pequenaspropriedades e operaes especficas. Este

    modelo est sendo produzido h dois anos etem como mercado-alvo a agricultura fami-liar. O T3025-4 um trator de pequeno por-te, com 3,22 metros de comprimento, 1,5metro de altura do cho at a direo e dis-tncia entre eixos de 1,64 metro, bitola dian-teira 1,12 metro e bitola traseira mnima 1,12

    metro e mxima de 1,32 metro, com vo li-vre do solo de 29 centmetros.

    A Tramontini tem voltado o seu foco paraa fruticultura, horticultura e cafeicultura. Porse tratar de um equipamento pequeno, fortee robusto, ele est tendo boa aceitao no mer-cado, especialmente no de caf, onde se exi-ge um equipamento estreito porm com umapotncia que responda s necessidades doprodutor.

    MOTORO motor que equipa o T3025-4 o mo-

    delo TR325, comercializado pela Tramonti-ni, vertical, a diesel, trs cilindros, quatro tem-pos com 1.532 cilindradas e potncia de 30cv

  • Julho 08 25

    A ergonomia e a praticidade do acesso aos comandos do tratorA ergonomia e a praticidade do acesso aos comandos do tratorA ergonomia e a praticidade do acesso aos comandos do tratorA ergonomia e a praticidade do acesso aos comandos do tratorA ergonomia e a praticidade do acesso aos comandos do tratorT3025-4 da TT3025-4 da TT3025-4 da TT3025-4 da TT3025-4 da Tramontini so um diferencial desta categoriaramontini so um diferencial desta categoriaramontini so um diferencial desta categoriaramontini so um diferencial desta categoriaramontini so um diferencial desta categoria

    a 2.700rpm. O sistema de injeo utiliza bom-ba injetora em linha, possui calibragem com-pativel c/padro Tramontini, propiciando ummelhor rendimento e consumo. O tanque decombustvel tem capacidade para 25 litros, ofiltro de combustvel blindado com elementofiltrante de papel e o filtro de ar do tipo secocom pr-filtro.

    A bomba de leo do sistema de lubrifica-o do tipo rotor. O crter tem capacidadepara 5,5 litros de leo com especificaes15W40, a uma presso de 4kg/cm2, dotadode filtro de leo blindado, com elemento fil-trante de papel. O sistema de arrefecimento feito com gua (sistema semi-selado), atra-vs de radiador com capacidade para dez li-

    O terceiro ponto tem engate categoria 1, comcapacidade de levante de 450kg

    O motor do T3025-4 o modelo TR325, vertical,a diesel, trs cilindros, quatro tempos e 30cv

    Fotos Tramontini

  • 26 Julho 08

    SISTEMA ELTRICOO sistema eltrico que equipa o T3025-4

    composto por motor de partida eltrica de12V/1,8kw, alternador de 35A, bateria de 12V,com 70A. O sistema de iluminao do tratortem faris dianteiros de 55W, faris de tra-balho traseiros de 21W, lanternas indicati-vas (pisca) e lanternas de freio.

    POSTO DE COMANDOA ergonomia e a praticidade do acesso aos

    comandos do trator T3025-4 da Tramontiniso um diferencial desta categoria, contendointerruptores, pedais e alavancas de fcil vi-sualizao e acesso no posto de comando.

    O painel do trator composto de diver-sos comandos, entre eles, o painel de instru-mento, com tacmetro e hormetro, indica-dores de combustvel, temperatura do siste-ma de arrefecimento, presso do leo domotor e carga da bateria. Tambm com-

    tros, com circulao de gua forada por bom-ba centrfuga.

    SISTEMA HIDRULICOA transmisso e o hidrulico tm reserva-

    trio com capacidade de 25 litros para leo SAE10W30 (caixa de transmisso, diferencial e hi-drulico). J o reservatrio do eixo dianteiroutiliza cinco litros de leo do tipo SAE 90.

    O sistema hidrulico do controle remotopossui uma bomba montada na caixa de en-grenagens, na parte frontal do trator, e suavazo de 18 litros/min a 1.800rpm. Aindacompem o conjunto, filtro blindado de ele-mento filtrante de metal, vlvula de controleprovida com sistema de controle de veloci-dade de descida, parada e segurana.

    A direo do tipo hidrosttica, compostapor uma bomba hidrulica localizada abaixoda caixa da bateria, montada diretamente noeixo virabrequim.

    SISTEMA DE LEVANTE 3 PONTOO terceiro ponto tem engate categoria 1,

    com capacidade de levante de 450kg. A pres-so do sistema de 120kgf/cm2 e a aberturada vlvula de segurana ocorre ao atingir140kgf/cm2. A tomada de fora (TDP) tem

    acionamento independente, com embreagemdupla de 540 ou 1.000rpm (a 2.350rpms domotor do trator) e potncia de 22cv.

    TRANSMISSOO sistema de transmisso feito com di-

    ferencial formado por conjunto de coroa, pi-nho, dois planetrios e dois satlites comsistema de bloqueio mecnico com pedal. Ocmbio com engrenagens deslizantes, atransmisso final por engrenagem cilndri-ca direta, com lubrificao nica para todo osistema. A embreagem seca, independente,de duplo estgio. J a trao dianteira (TDA)tem acionamento mecnico, feito atravs dealavanca localizada no posto de comando dooperador. A transmisso do eixo traseiro parao dianteiro feita atravs de eixo card, comsistema de esteramento atravs de engrena-gens, sem cruzeta (coroa e pinho).

    SISTEMA DE FREIOAcionamento mecnico atravs de pedais

    independentes e/ou interligados, com siste-ma a disco duplo seco e dimetro externo de135mm. O trator tambm possui freio de es-tacionamento, com acionamento manual esistema mecnico.

    A TDA tem acionamento mecnico, feito atravs dealavanca localizada no posto de comando do operador

    Por ser pequeno, forte e robusto, o T3025-4 indicado paraoperar em fruticultura, cafeicultura e horticultura

    Faris de trabalho dianteiros e traseiros equipam o T3025-4,alm de lanternas indicativas e sinaleiras de freio

  • Julho 08 27

    Este modelo conta tambm com uma tela de proteo para o radiadorEste modelo conta tambm com uma tela de proteo para o radiadorEste modelo conta tambm com uma tela de proteo para o radiadorEste modelo conta tambm com uma tela de proteo para o radiadorEste modelo conta tambm com uma tela de proteo para o radiador, que, que, que, que, quetem o propsito de evitar acmulo de impurezas nas aletas do mesmotem o propsito de evitar acmulo de impurezas nas aletas do mesmotem o propsito de evitar acmulo de impurezas nas aletas do mesmotem o propsito de evitar acmulo de impurezas nas aletas do mesmotem o propsito de evitar acmulo de impurezas nas aletas do mesmo

    Fotos Tramontini

    posto por luzes de advertncia, com o freiode estacionamento acionado, bateria, luz bai-xa, luz alta e piscas. No painel tambm estosituados o acelerador manual, a buzina e acaixa de fusveis visvel. A caixa de ferramen-tas que est situada no pra-lamas direito um item de srie, que utilizada no uso di-rio em operaes. O banco do operador pos-sui regulagem de distncia e cinto de segu-rana com sistema de travamento.

    O pedal de embreagem tem dois estgi-os. No primeiro estgio ele interrompe atransmisso do motor com a caixa de mar-chas, parando o movimento do trator, e nosegundo estgio ele interrompe a transmis-so para o movimento do implemento.

    Se no momento da operao do tratoruma das rodas patinar devido s condiesdo terreno (escorregadio ou barro), basta aci-onar o pedal do bloqueio do diferencial queest posicionado prximo ao banco do ope-

    rador. Isso faz com que a fora seja transmi-tida igualmente para as rodas traseiras.

    Todas as alavancas de acionamento es-to dispostas de maneira acessvel e ergono-micamente corretas.

    ACESSOS PARA MANUTENOPara um bom funcionamento do trator,

    necessrio que algumas recomendaes di-rias de manuteno devem ser seguidas,como limpeza do pr-filtro de ar. O T3025-4 equipado com sistema de pr-filtro exter-no, de fcil manuteno e visualizao deimpurezas, aumentando a vida til do ele-mento do filtro interno de ar, que tambmpropicia um fcil acesso pela sua localizaologo abaixo do cap.

    Este modelo conta tambm com umatela de proteo para o radiador, que tem opropsito de evitar acmulo de impurezasnas aletas do mesmo, sendo necessria a lim-

    peza diria da tela.A verificao do nvel dirio de gua

    de fcil visualizao, pois o T3025-4 possuium reservatrio que auxilia na verificaodo nvel de gua do sistema de arrefecimentosemi-selado. Assim, propicia uma no-eli-minao do aditivo, pois com este sistema agua no eliminada quando aquecida, elaretorna ao sistema. A verificao dos nveisde abastecimento de fcil acesso, pois es-to em locais bem visveis.

    Interruptores, pedais e alavancas so de fcilvisualizao e acesso no posto de comando

    O filtro de ar, localizado abaixo do capdianteiro, de fcil acesso e manuteno

    Tela de proteo do radiador tambm servepara evitar acmulo de sujeira no local

    O cap bascula completamente, facilitando o acessoao motor e a demais componentes da parte dianteira

    O cinto de segurana para o operador um item de srie do T3025-4

    . M

  • adaptaes

    28 Julho 08

    Dentre as atribuies de compe-tncia dadas pelo Ministrio daAgricultura, o aviao agrcola,destaca-se na aplicao de defensivos para ocontrole de pragas e doenas, na distribuiode fertilizantes, semeadura, no controle de ve-tores e no combate a incndios em campos eflorestas entre outras.

    O combate a incndios florestais com oemprego de avies agrcolas tem se destacadono cenrio nacional nesses ltimos anos, per-mitindo, assim, combates mais precisos e efica-zes, devido rapidez de deslocamento das ae-ronaves da base operacional at o local do in-cndio e tambm pela possibilidade de lana-mentos de gua no local exato do incndio, prin-cipalmente em lugares de difcil acesso.

    Couto, A.G. (1985) ressalta que o trabalhorealizado por Soares, R.V. (1982), sobre preven-o e controle de incndios florestais indica queas primeiras tentativas de combate areo a in-cndios florestais surgiram em 1930/31 emSpokane, Washington e Sacramento, nos Esta-dos Unidos. Ocasio em que foram usados avi-es Hispano-Suisso oriundos da I Guerra Mun-dial, adaptando-se dois pequenos tanques comgua.

    Ainda os mesmos autores salientam que o

    primeiro xito operativo no combate a incndi-os s veio a ocorrer em 1950, no Canad, quan-do uma aeronave Beaver lanou bombas degua (bolsas de papel e plstico contendo 14litros cada, em grupos de seis a oito por vez)sobre um incndio florestal, conseguindo, as-sim, retardar a sua propagao, at que as equi-pes de terra conseguissem sua extino total.Com os resultados obtidos, houve um aumen-to desta tcnica, graas ao uso de avies rema-nescentes da II Guerra, que foram convenien-temente transformados e equipados com de-psitos e dispositivos especiais para os bom-bardeios de gua.

    No surgimento de novas aeronaves, a em-presa Canadair desenvolveu uma aeronave an-fbia com alta capacidade de carga, para o com-bate a incndios florestais. As primeiras versesforam ento lanadas em 1966 (CL-215), per-mitindo que o abastecimento pudesse ocorrerem curtos espaos de rios e lagos. Atualmente averso em operao, produzida desde 1993 aCL-415T, possuindo quatro tanques no com-partimento da fuselagem principal, combinauma capacidade de 6.137 litros, em condiesde serem reabastecidos em apenas 12 segundose est sendo empregada em diversos pases.

    O Brasil possui uma frota estimada de apro-

    ximadamente 1.300 aeronaves agrcolas emoperao, sendo que algumas delas j operamno combate a incndios, principalmente noestado de Minas Gerais.

    Uma das diferenas entre os avies agrco-las utilizados na agricultura e as aeronaves dotipo anfbia (Canadair), a sua capacidade decarga, que reduzida em relao s aeronavesespecficas em combate a incndio.

    Enquanto um avio de combate a incn-dio tem capacidade de carga de aproximada-mente seis mil litros de gua, os avies agrco-las maiores tm capacidade mdia inferior a3.200 litros (AT-802), mas esta variao no osdeixa de ser interessante, pois devido a sua fle-xibilidade operacional, permite atender a dife-rentes necessidades, o que reduz o custo nasoperaes.

    Outra vantagem do uso de aeronaves agr-colas no combate a incndios, alm de possibi-litar seu emprego num perodo que geralmenteencontram-se com menor utilizao, tambmno so exigidas grandes modificaes na suainfra-estrutura operacional, facilitando assimsua atuao nas mais diversas regies. Nestasaeronaves, basta ao operador retirar parte doequipamento de pulverizao para que estejamem condies de serem utilizadas no combatea incndios.

    Para melhorar a eficcia destes lanamen-tos (descarga sobre as reas), novos comparti-mentos e tampas apropriadas aos hoppers (tan-

    Contra o fogoPara auxiliar no combate a incndios em reas florestais ou mesmo nas reas

    rurais, avies agrcolas so adaptados e transformam-se numa alternativaeconmica e com bom desempenho

    Detalhe do sistema de abastecimento do tanquede gua do avio anfbio, da Canadair. Mais de

    seis mil litros em 12 segundos

    Modificaes no sistema de respiro dotanque dos avies agrcolas permitem olanamento da carga mais rapidamente

    Cana

    dair

    Wel

    lingt

    on C

    arva

    lho

  • Julho 08 29

    Os chamados bombardeios da gua, almde grande capacidade de carga, so muito

    geis no reabastecimento de gua

    O Brasil possui uma frota estimada de aproximadamenteO Brasil possui uma frota estimada de aproximadamenteO Brasil possui uma frota estimada de aproximadamenteO Brasil possui uma frota estimada de aproximadamenteO Brasil possui uma frota estimada de aproximadamente1.300 aeronaves agrcolas em operao1.300 aeronaves agrcolas em operao1.300 aeronaves agrcolas em operao1.300 aeronaves agrcolas em operao1.300 aeronaves agrcolas em operao

    O primeiro vo agrcola no Brasilocorreu em agosto de 1947, nacidade de Pelotas-RS, e teve como obje-tivo controlar uma grande infestao degafanhotos. Os vos eram realizadoscom adaptaes em aeronaves remanes-centes da 2 Guerra Mundial. Naquelaocasio foi empregada uma aeronaveMuniz M.9, operada pelo comandanteClvis Candiota, que viria a ser home-nageado como o patrono da aviaoagrcola no pas.

    Com o surgimento de ataques pela bro-ca ocorrida na cultura do caf, na dcada de50, praga esta que ameaava a cafeiculturanacional, o uso das aeronaves atravs depolvilhamento foi adotado.

    AVIAO NO BRASIL

    que) para descarga, tm sido desenvolvidos pelaindstria aeronutica e de equipamentos.

    Visando aumentar a eficincia operacionaldas aeronaves agrcolas no desempenho no com-bate a incndios, no ano de 2006, a IndustriaAeronutica Neiva, uma subsidiria da Embra-er, apresentou algumas modificaes na aero-nave agrcola Ipanema. Dentre as modificaes,esto maior abertura da caixa porta e um efici-ente respiro do tanque de produtos. As modifi-caes permitem lanamento de carga mais r-pido, resultando em uma disperso mais efici-ente, tornando-a uma ferramenta atrativa aocombate a incndios.

    Nos helicpteros a carga armazenada transportada geralmente fora da aeronave como auxlio de cabos; j para as aeronaves agrco-las o tanque o mesmo usado no transportedos defensivos, localizado na frente da cabinedo piloto, prximo ao centro de gravidade daaeronave.

    Outro aspecto a considerar com o empregode aeronaves no combate a incndios a suapossibilidade em chegar a locais de difcil aces-so, com lanamentos onde so criados aceiroshdricos e at a prpria extino direta indica-da em caso de focos menores e iniciais distan-tes, impossveis de serem alcanados pelas bri-

    gadas terrestres num curto espao de tempo, oque contribui para o rpido controle do incn-dio antes que estes se tornem incontrolveis.

    Apesar do emprego de retardantes ser lar-gamente utilizado em outros pases, no Brasileste uso ainda restrito e no liberado.

    Aeronaves agrcolas podem proporcionaruma excelente qualidade no combate a incn-dios florestais com menor custo de aquisio ecusto operacional bem inferiores s aeronavesde combate a incndio especficas, permitindoque estas sejam empregadas durante o perodode entressafra, perodo onde se concentra amaioria dos incndios florestais.

    Para que isso ocorra, necessrio tambm

    que o piloto esteja bem treinado. O treinamen-to do piloto de extrema importncia, motiva-do, tambm, pelo fato de que os vos de com-bate a incndios no so um vo previamenteplanejado como em culturas, sendo caracteri-zado por ser um vo de planejamento imediatoem conjunto com a equipe de solo, motivo emque o piloto precisa tomar decises rpidas eprecisas; decises estas que podem variar deacordo com cada situao.

    Caber ao piloto brigadista, estar atento acada lanamento, altura, localizao e posicio-namento, observar o cenrio das operaes,ocorrncia das reas com relevo montanhoso,verificar outras aeronaves em ao, a presenade fumaa e os nveis de calor.

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  • 30 Julho 08

    De acordo com Ambiente Brasil(2008) importante diferenciarconceitos sobre focos de calor, incndioe queimadas, onde:

    Foco de calor: qualquer tempera-tura registrada acima de 47C. Um focode calor no necessariamente um focode fogo ou incndio.

    Queimada: a queimada uma antigaprtica agropastoril ou florestal que uti-liza o fogo de forma controlada para via-bilizar a agricultura ou renovar as pasta-gens. A queimada deve ser feita sob de-terminadas condies ambientais quepermitam que o fogo se mantenha con-finado rea que ser utilizada para aagricultura ou pecuria.

    Incndio florestal: o fogo sem con-trole que incide sobre qualquer forma devegetao, podendo tanto ser provoca-do pelo homem (intencional ou negli-gncia), quanto por uma causa natural,como os raios solares, por exemplo.

    CONCEITOS

    No combate a incndios florestais, a pre-sena de ventos, temperatura, umidade atmos-frica, como demais condies climticas, a in-tensidade do fogo, a caracterstica do material eo tipo de vegetao, a localizao e inclinaodo terreno, so fatores importantes a seremanalisados pelas equipes no combate. A decli-vidade do terreno pode favorecer de forma bas-tante ativa a velocidade de propagao e o avan-o do fogo, e o seu conhecimento permitir aesde comando s aeronaves com lanamentosmais rpidos e precisos.

    Estas operaes devero ocorrer sempre deforma integrada s aes das equipes brigadis-tas de solo, que, coordenadas, proporcionaroganhos significativos de eficcia no controle dosincndios florestais.

    No Brasil, os treinamentos visando a for-mao de profissionais nesta rea e a prepara-o de pilotos com especializao em combatesa incndios esto sendo feitos nos ltimos trsanos, com a realizao de cursos de formao ecapacitao, associados ao evento denominadoAerofogo, ocorrido nos meses de junho de cadaano, na cidade de Botucatu (SP), promovidospela FCA/Unesp, perodo que normalmenteantecede a maioria dos incndios no pas.

    Neste sentido, de 2005 a 2008, foram for-

    mados e habilitados cerca de 70 pilotos briga-distas, que esto aptos a exercerem funo nes-ta nobre misso de preservao dos recursosnaturais.

    Em 2005 foi criada uma unidade area decombate a incndios no pas, a fora-tarefa Prev-incndio, atravs de uma parceria entre o go-verno do estado de Minas Gerais, do InstitutoEstadual de Florestas e empresas privadas dosetor de aviao agrcola. A sua base operacio-nal principal fica localizada na cidade de Cur-velo (MG), considerada um ponto estratgico,por se tratar do centro geogrfico do estado deMinas Gerais, permitindo com isto que as equi-pes possam chegar a qualquer lugar do estadonum curto espao de tempo. Para melhorar ain-da mais este atendimento, novas bases foramcriadas e algumas encontram-se em fase de es-tudo e/ou implantao.

    A fora-tarefa conta com o apoio de aero-naves agrcolas e helicpteros que, alm de se-rem usados no lanamento de gua nas mis-ses, tambm auxiliam na deteco de focos deincndios e no transporte da brigada terrestre.

    Brasil em Chamas, este poderia ser o ttulodesta matria, tal o nmero de ocorrncias defocos de calor (80.871) registrado no pas so-mente no ano de 2007, de acordo com dados

    Ronaldo Goulart Magno Junior,UFVWellington Pereira A. de Carvalho,Ufla

    do Inpe, fornecidos pelo Modis/RapidRespon-se Nasa GSFC. Conforme pode ser visto nomapa, onde os pontos em destaque represen-tam uma unidade destes focos.

    Considerando que muitos dos focos podemser transformados em queimadas e incndiosflorestais, tambm importante salientar queos registros de incndios florestais apontam quea grande maioria tem origem intencional pro-vocada pelo homem.

    Influncia da declividade do terreno na propagao do fogo Focos de calor registrados pelo INPE no Brasil em 2007

    . M

  • Amodernizao da agricultura, o de-senvolvimento do parque industriale o elevado consumo de bens e servi-os da populao, em geral, so fatores que con-triburam para um aumento expressivo na de-manda de energia, o que proporcionou maior ex-

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